Graffiti: Quando tudo começou em São Paulo

Aqui eu vou falar sobre artistas nacionais e internacionais, mostrar um passo-a-passo pra você que quer ir pras ruas pintar e não faz ideia de como começar, onde conseguir o material básico, tintas, marcadores, como criar stencil, se vocês tiverem sogestões sobre o que seria legal ler aqui podem falar.

Vou começar contanto como eu entrei nesse meio e adiantar o que vocês verão nos próximos 2 ou 3 posts no blog.

Meu primeiro contato com o graffiti ocorreu por volta de 1996, alguns amigos pixadores começaram a graffitar alguns muros da vila que eu morava, comecei a rabiscar algumas letras, personagens, não demorou pra eu começar a pintar alguns muros pelo bairro, todos péssimos eu confesso, sem muita noção de como usar spray, sem dinheiro pra comprar material de qualidade, sem informação, mas prossegui, em 1996 surge a revista Fiz Graffiti Attack que causou um verdadeiro boom no mundo do graffiti, escritores brotando de todas as partes, trabalhos bons aparacendo nas ruas, trens, o graffiti começou a destruir a cidade, no bom sentido.

Revista Fiz Graffiti Attack #1 Algum tempo depois conheci uma pessoa no mesmo bairro (Vila Califórnia, SP-ZL) que tinha os mesmos pensamentos que eu em relação ao graffiti, Victor Mota, que hoje em dia é um excelente diretor de arte e músico, então decidimos nos juntar e começar a pintar, assinavamos com o nome de ‘The Colors’, participamos de encontros de graffiti, alguns trabalhos sairam em revistas da época, por volta de 2001/2002 paramos, ou melhor, demos um tempo, em 2010 resolvemos voltar, o cenário era completamente diferente, antigamente você não tinha muita opções de cores, só existiam sprays da marca Colorgin, eram bons, mas as cores eram muito limitadas, uma solução para isso era você misturar cores de 2 latas usando um tubo de caneta Bic, acredite, as coisas eram bem mais complicadas antigamente, hoje em dia existem Graffiti Shop como a Grapixo que vendem todo material necessário, uma cartela imensa de cores, caps, marcadores, tudo o que você precisa pra ir pras ruas.

Nos próximos posts vou contar sobre o que aconteceu depois que a revista Fiz saiu, mostrar algumas fotos de alguns encontros de graffiti e disponibilizar scans dessa revista lendária.

Sobre o autor

paulista, vegetariano, trabalha como designer gráfico/web e desenvolvedor front-end. Nas horas vagas arruma tempo para ser podcaster, gamer, grafiteiro e dj.
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  1. Felix says:

    muito bom o post Rafael, Parabens!! eu gosto muito de graffiti, mas nunca tive oportunidade de fazer um… quando voltar a fazer poderia juntar um pessoal que queira começar tbm….

    não sei se já viu mas este é um site de compartilhamento de arte urbana, falarei sobre ele embreve nos meus posts, mas de qualquer maneira, segue o link: http://streetartview.com/ coloca os seus lá pra gente ver!!!

    Abraços!!

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